segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Se separados, somos fortes; juntos, somos invencíveis!

O dia em que fomos provocados a compor um jingle. Só vocês, mesmo...

Destino deve ser uma palavra que inventaram para explicar, rapidamente, certos episódios da nossa vida, não é? Sim... Deve ser...
Então, acho que é sobre destino que escreverei, hoje!

Entrei no Programa de Pós-graduação em Contabilidade da UFBA decidida a desenvolver minha pesquisa na área de Educação. Especialmente, eu queria escrever sobre saberes docentes, formação de professores, desenvolvimento de tecnologias pedagógicas. Eu sou contadora, mas já tinha muito claro, em mente, que não escreveria sobre os temas mainstream da minha área. Sabendo disso, eu já estava, “marotamente”, de olho na grade da nossa “vizinha”, FACED... Diante da possibilidade de pagar disciplinas em programas distintos, eu pensei: “me aguardem, danadas, ainda pego vocês!
Pois bem, em 2019.1, chegou a hora do desespero: “chorar no pé do caboclo” (nesse caso, minha orientadora...hahaha), para que ela aprovasse eu pagar 2 das 3 optativas na FACED:

- Beth, mas duas??!?!
- Siiiimmm, “pufavô”!!

Eu já havia virado do avesso as listas de oferta dos 3 anos anteriores e pensei: “preciso achar uma ementa que justifique eu querer me “enfiar” lá na FACED em 70% das minhas optativas! Aí, leio a ementa da EDC A33 – Educação, Comunicação e Tecnologias. Um parêntese: por limitações de ordem pedagógica, precisei reformular minha pesquisa para uma investigação quantitativa, estudando as modalidades EAD e Presencial em Contabilidade e a disciplina era perfeita para “convencer” minha orientadora. Consegui!
Psicótica que sou, corri no SIGAA, antes de começarem as aulas, para conferir quem eram os matriculados e para descobrir o quão perdida eu ficaria... hahaha. Quase todos do PGEDU! Eu, típica “pinto no lixo” e “vida loka”, tive dois pensamentos:

- Meu Deus, socorro, vou ficar mega perdida nessa turma!
- Caracaaaaaaaaaaa, maluco! Vou aprender pra caraca! Me belisca! Adeeeeeuuuuusssss, monotoniaaaa!

Mal podia esperar pela primeira quarta-feira!! E ela chegou! Só sabia o nome da professora: Maria Helena Bonilla. Dela, como pessoa, sabia pouco; já havia lido textos, mas não era capaz de imaginar sua fisionomia. Até então, era uma pesquisadora distante, que, talvez, nunca imaginei conhecer.
Apresentações iniciais... Muitas formações diferentes e eu fui me acalmando, descobrindo que não estaria tãooo deslocada assim. Eis que Bonilla apresenta a disciplina e a metodologia... Uma das propostas de avaliação era a manutenção desse blog que vocês leem...rsrs, e as postagens deveriam ser “reações” às leituras previamente disponibilizadas; a primeira semana foi o saudoso Bauman. O primeiro comentário com tom orientador que ela deu eu nunca vou esquecer: “gentê (o sotaque rio grandense que ainda ouço, escrevendo esse texto), mas prestem a atenção: eu não quero um resumo de Bauman, não, porque já o conheço de cabo a rabo (puxando o erre igual Faustão); quero um texto seu, entenderam?? Eu quero que vocês postem a reação que Bauman provocou em vocês!! Pelamordedeus, não me vem com resumo do livro!”

Amigos, aqui, eu já estava era no céu!! Saltitando por dentro e quase soltando um: “tô no paraíso, bitches!”, pela janela, para meuzamigue da FCC (que eu amo também, tá? Rsrs). Pensei: “cara, essa professora é doidona! É aqui que eu quero ficar! Hahahaha”.  Minha reação a Bauman (relato que vocês podem relembrar aqui) foi um texto tão louco que, se fosse outra docente, talvez ele nunca viesse a público, mas veio; porque era ela.

Ética Hacker e Ciberativismo.
Assim foram todas as nossas quartas-feiras! Uma “overdose” de conhecimento, a cada leitura, de trocas impagáveis, com pessoas fora de série e cuja ausência me deixava triste, pensando: “Puxa, perdi a discussão de hoje! Como deve ter sido? Perdi mais uma tarde de conhecimento!”
Bonilla e turma EDC A33 2019.1, caso eu ainda não tenha dito, saibam que vocês foram a melhor escolha que fiz nesse semestre e, com certeza, contribuíram para que essa trajetória valha a pena. Não consigo mensurar o quão cheia de tudo eu saí dessa disciplina e o quão diferente estou, depois de vocês. Obrigada por serem um bálsamo para minhas inquietações de pós-graduanda e por me permitirem aprender tanto com vocês! Perdoe-me a “cozinha”, por não me adaptar ao barulho, mas vocês foram a alegria, em vários momentos!

Enfim, ainda mantendo o nível de doideira bem elevado, propus um desafio a mim mesma: citar todos aqui, com suas respectivas características, sem “pescar” da lista do sistema!

Turma EDC A33 2019.1.

Íris, como já comentei: sua serenidade, amizade e conversas acalmavam minha alma, toda semana. Obrigada pela força que transmitia e pela companhia, fugindo do ar...rsrs. Ízis, risada fácil e solta, admiro sua garra e o carinho que demonstra pela docência. Obrigada por compartilhar suas histórias. Neinha, estou ouvindo sua voz, bem agora; que calma, meus amigos, que calma! Você é linda! Camila, timbre forte, alto e seguro. Lembro da primeira vez que falou. Sucesso na correria da “ponte aérea” Feira-SSA...rsrs. Tilson, que, no primeiro dia de aula, me deixou mais à vontade, ao se assumir amante das pesquisas quantitativas, e, depois, revelou mais em comum comigo do que imaginávamos. Receba meu abraço, meu compa! David, ahhhh, David, um lorde costarriquenho que levarei sempre no coração; sua dancinha foi um marco da indústria do entretenimento...hahaha. Paty, adorava ouvir seus relatos de ativismo e te admirava mais a cada semana. Obrigada pelo carinho e parceria no seminário; foi uma honra. Lucila, poucas e assertivas intervenções; desejo-te muita força e sucesso. Rafael, eu ficava sempre ansiosa pelas miniaulas de história; sua ponderação na fala encantava. Carla, sentia falta quando você não ia. Não tive a oportunidade de dizer, mas ficava encantada com suas contribuições e aprendia sempre mais um pouco, sempre. Dayane, também estou ouvindo você falar, nesse momento. Seu instinto família é admirável e sua pureza de alma, idem. Já andou de metrô sozinha? Ansiosa por esse relato! Hahaha. Darlaine, uma expressão te define, pra mim: ativismo soteropolitano! Uma maravilhosa representação do nosso país, Salvador (visualizando seus gestos..rs)! Lílian, trouxe as narrativas midiáticas e me fez encantar pelo assunto. Sempre serena e contundente nas intervenções! Danilo, também ouvindo você, agora...rsrs. A descontração mora em você e a provocação, também. Parabéns por dar voz, ter voz e ser voz. Glauber, companheiro de área, que me fez não sentir tão perdida...rs. Seja luz na nossa área! Jaque, sempre de sorriso aberto, na chegada às aulas e as mãos abertas, na mesa, atraindo nossa atenção ao expor seus pontos...rsrs. Johnatan (tome a palavraaa..rs), calmo, quieto, sempre olhando ambos os lados da mesa e levantando a mão para as intervenções. Adriana, pouco a ouvi, sempre quietinha... Ei, desejo sorte nessa missão mãe, viu?

Curiosidade: a ordem não é de prioridade. É uma questão espacial, mesmo... Fui mencionando ao passo que me lembrava dos lugares na mesa... hahahaha.

E prof. Bonilla, como falei, pessoalmente, a tristeza é pelo término da disciplina, mas a imensa alegria por ter acontecido. Agradeço por cada quarta-feira, por cada orientação e por cada “puxão de orelha”, para que pensássemos além; além até de nós mesmos! Te admiro muito! Obrigada pelo acolhimento e por tudo isso que provocou em nós!

3 comentários:

  1. Beth, sempre positiva e propositiva. Obrigada pela lembrança...admiro pessoas como você, que parecem já ter encontrado seu lugar no mundo. Um abraço carinhoso!

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  2. Beth, obrigada por nos fazer relembrar tantos acontecimentos legais desse último semestre. Relamente, o grupo foi maravilhoso e agradeço a todos e todas pela oportunidade para aprendermos juntos, na liberdade...

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  3. Muito linda. Em tempos de liquidez, vc eternizou em.palavras os afetos e aprendizados. Um beijo e obrigada pelas trocas. Bj

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